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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O pulso do sangue.

O sangue pulsa.
Ele acelera meu pensar.
Culpado é, por toda ansia.
Por todo ofegante caminhar.
Sangue maldito, fraco, sem vida.
Sangue sem sangue. Sem saída.
Sangue sem olhar,
Sangue sem cheiro,
Sangue só palpita.
Só corre, só sangue.
Sem Guiar, sem calma.
Sangue grita. Sem defesa.
O sangue chora, ele escorre,
ele corre...
O gosto do sangue, o gosto do ferro.
Não gosto de ferro, não gosto de sangue.
Não gosto. O gosto. O forte.
Pulsar, pular, percorrer.
Sangue sem felicidade.
Sangue de ansiedade...
Sangue tanto vasto, tão quente.
Tão sangue quanto ele é,
Tão sem vida como eu que sou.
Ele cheira a medo.
Ele cheira a lodo, a lama... vastidão...
O sangue tem cheiro de mangue.
Podre, sem coração.
Onde nasce a flor de lotus,
onde nasce a escuridão,
A ausência de luz.
A falta de compaixão.
Daquela que é a si próprio o som
das notas que ecoam no vácuo.
no nada.
Sangue sem nutrientes, sangue sem
vermelhidão.

Do sangue só há poesia.
Que é a única questão que me sobra.
Da morte fiz a arte,
da vida não fiz, fazia.
Fazia sentido, no sangue.
Ele hoje só faz eco, vazio. Bate forte,
bate corrido, mas não bate com sentido.
Sangue, lotus e coração.

Thiago Leite

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