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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Gritando poesias

Estava lendo. Li sobre tudo em uma tarde... 
Li Monteiro Lobato, ele mesmo, e as memórias que escreveu sobre
Emília e o Senhor Visconde de Sabugosa. 

Retrato-me então em minhas memórias, tão confusas e redundantes como
os rococós literários, tão complexos como as poesias barrocas, 
que se questionam entre si, armazenam-se de si, entreolham-se. 

Reconforto-me em minhas memórias, que não existem em meus pensamentos. 
Meus sonhos são paixões. Minhas dores são turbilhões. 
Vivo em mim, entendo-me em sonhos. Confundo-me. 

Grito por dentro, mas só ouço o eco entre meus órgãos. 
Mentiras gritadas, rebatem em minhas paredes internas. 

Silencio. Não há resposta. Não há saída. Não há... 

Questiono-me... Creio em mim. Descreio em meus próprios seres...
sou em vários pontos, vários homens e mim mesmo. 
Os crio com poesia, alimento-os com sonhos... E eles crescem. 
Não creio neles. Eles são eu mesmo. Mas não creio. 

Minha mentira, o meu mundo. 
Minha verdade, o vagabundo. 
meus sonhos, são mentiras...
Minha verdade: sou confuso. 

Portanto, minhas memórias são esquecidas,
obviamente para não serem lembradas. 
Apago-me em poesias, grito atras das letras. 
Olhos pelos títulos, ecoo pelos textos... 
Recrio-me. 

(Thiago Leite) 




sexta-feira, 4 de julho de 2014

ESCOLA X DISCIPLINA

Minhas considerações sobre a disciplina na escola.
Breves considerações, passíveis de muito mais conteúdo
e discussões.
Mas trato como inquietações.

Clique no LINK abaixo.

ESCOLA X DISCIPLINA

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sua palavra!

Sabem o que palavras resolvem.
Sabemos o que resolvem palavras.

Brincamos com elas, palavras.
O som delas nos movem. Palavras.

Soltas, são apenas, palavras.
Presas são incômodos!
Livres são aéreas.
juntas, são poesias!


Elas        separadas            não


fazem

                   sentido!



Palavriando o palavro!
não há masculino.
é feminino até em dizer homem!
É  a palavra.

A palavra menino
continua sendo palavra feminina!
palavra nunca será palavro.

Pode ser grosseira, mas nunca homem!
pode ser grande, e vira ele, palavrão!
mas nunca palavro!


Mas nunca fazem sentido, todas,
se não servirem para ti!
para pensar em ti. Falar de ti.
ser-te!

Palavras todas... para te apreciar!
seu, momento. A Palavra!


(Thiago Leite)










domingo, 8 de junho de 2014

A nossa metaliguagem!

A poesia seguinte, te refaz em versos! Te entende, te compreende!
se chama metaliguagem por ser redundante. O amor falando de poesia, tal qual
se faz ao contrário.
São a mesma coisa, poesia falando de amor é como língua falar
da língua, teatro falar do teatro e o mundo falar de tudo!
metalinguistique-se! Mas não o faça sem ler!


A metalinguagem da nossa língua
é perfeita como o curso de um rio...
se faz, se refaz em versos n'água!
assim como o vento no frio.

as palavras se brotam nos olhos em sorrir.
E o mundo se brota em olhar.
o que vem dos olhos é como ouvir.
o que vem do mundo é como amar.


minhas rimas são fracas,
meus olhos fechados são fortes,
te crio em pensamentos,
te refaço em minha sorte!

Poesia é o meu sentir,
sorrir são meus olhos,
você é ...
tudo é permitir!

corra, ande, brinde, tome!
me ame, me abrace, me tome...
nos braços, os laços, os ama sois!
o amor sois, sois o laço. Cria ções!

Intensifique- o!
atire-o,
cale-o!
ame-o!
mas não deixe-o!

(Thiago Leite)



quinta-feira, 20 de março de 2014

Encadeamento de tempo

Estou preso no seu tempo.
Preso no seu temporal.
Nosso tempo era bom,
quando tudo era a+normal!

Estou preso em um tempo que já passou!
ele vem como imagens na minha cabeça,
o escuto como música! É um tempo em cadeia!
não me solta, não me larga! Sinto um momento,
prendo-me em um segundo, aquele, pequeno momento
que estava ao seu lado... e todos ao meu redor, enxergo cada
um, e sinto cada sentimento.

Sei o que tinha, e não tinha nada... era feliz,
hoje tenho muito mais... mas não tenho como
sair do passado, que me prende, que me segura...
que não me deixa fluir!

Ouço rumores, ouço sorrisos,
cheiro abraços, tento me esquivar,
mas não posso me largar...
desse tempo... passado!

volto como verso repetido,
no seu tempo desmedido...
como se fosse obrigado
a estar sempre ao seu lado!

soltemo-nos do momento...
criemos outro mundo,
liberta-me desse sonho,
do tempo passado e imundo!

Liberta-me desse fardo,
do seu sorrido corrigido
por minhas lágrimas de saudade,
tempo farto e comedido!

Troco, troca-se, tudo.
para estar de fato preso!
ouço o silêncio do passado!
e soa alto como saudade... dói na alma
pede ao peito... volte! e me deixe de fato, preso
na realidade do seu tempo. Não em sonho,
mesmo que um segundo retornasse eternamente,
estaria ali contigo e sempre!

tenho inveja do meu passado,
e dó do meu futuro, saudosista e
tristonho, vivo preso só em pensamento...
ivenja do passado? droga de tormento!

como sei que não é possível, peço!
liberta-me desse peso!

é como se fosse a "saudade de um tempo que ainda não passou"
DESENCADEIA-ME!

Thiago Leite - aos amigos que o passado corroeu!







quinta-feira, 13 de março de 2014

A queda das Estrelas



Um dia, as estrelas começaram a cair, e com elas, os sonhos, as esperanças, as fantasias. Tudo que se é necessário para sobreviver.
Surgiram várias teorias para este fato, várias fórmulas, vários cálculos. E cientistas do mundo inteiro começaram a estudar sobre isso, e havia até quem dizia. Tanta coisa só pra isso... 
Mas o que ninguém podia entender, principalmente os cientistas. Era que eles mesmos atiraram flechas nas estrelas ao se dizerem amorosos com um mundo em que não há paz, Não há fé, não há compaixão, em um mundo que há felicidade por padrões.  
Até que um dia, um jovem de mais ou menos 12 anos, estatura baixa. Foi em rede aberta não se sabe como. Fez um discurso mais ou menos assim... “Hoje, tantas pessoas inteligentíssimas procuram saber o verdadeiro motivo da queda das estrelas, e as mesmas enfiam na cabeça das pessoas ignorantes de classe social baixíssima, suas teorias seus méritos. E o pior fazem as próprias acreditarem. Mas meus caros... Se tem uma coisa que eu sei de fato... é que a matemática pode explicar fórmulas, pesos, geometrias, e coisas do tipo. A biologia, pode explicar a origem da vida, pode explicar  aberrações da genética, pode tentar explicar a própria vida, mas meus caros, ela não pode explicar o amor. Elas não podem explicar  a essência da vida. E principalmente a queda das estrelas.” Até hoje todos tentam decifrar qual foi o verdadeiro significado do discurso do garoto. Por que jamais tentaram entender o amor. 

(Thiago Leite)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um sonho

Utopia        


Acredito em um mundo melhor em que as pessoas são melhores, não pensam somente nelas mesmas, mas na sociedade. 
Acredito em um mundo em que não tenha uma força manipuladora da sociedade, um mundo que não somos como marionetes, somos atores, temos o livre arbítrio de ser e fazer o que quisermos.
Acredito em um mundo, em que nada é normal, mas nada é fora do comum. Porque o comum não existe!
Acredito em um mundo que não exista religião. Um mundo em que Deus seja a própria religião, sem teorias sem guerras... Sem discussões de quem é certo ou errado, Pois a única base de tudo é o AMOR!
Acredito em tudo isso... Pois é esta é uma Utopia vital, sem ela jamais poderia amar os meus amigos como os amo, sem ela jamais respiraria em uma sala vazia como se estivesse em um campo de Madagascar... Sem ela, jamais teria imaginação. Sem ela... Não haveria esperança. Pois é apenas, apenas uma Utopia!
                                                               (Thiago Leite)




terça-feira, 4 de março de 2014

UM SÍTIO DOS SONHOS

Uma consideração sobre Monteiro Lobato!


UM SÍTIO DOS SONHOS DA EDUCAÇÃO

Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum. (Monteiro Lobato)

Imagina que lindo poder trabalhar e colocar todos os seus sonhos em forma de escola e educação, traspassando suas vontades, além de seus maiores gostos para um mundo que você precisa inserir para crianças de várias idades, imagina então para a educação infantil, onde os sonhos realmente são possíveis. 

Há um lugar literário de muita sócio interação, que além de suas divertidas formas de ensinar e divertir, Monteiro Lobato constrói para nós uma verdadeira escola em suas histórias. Com muita interatividade com o mundo exterior e interior ao Sítio do Pica Pau Amarelo, Monteiro coloca sua vida para ensinar tudo quanto é conceito com sabor de pão de queijo e cheiro de terra molhada. 

Esta sócio interação só é possível por toda diversidade de personagens que acompanham a toda obra, desde livros, séries, poesias, músicas e até mesmo os personagens intertextualizados que compõem a trama. Entre eles, há uma grande miscigenação de raças, espécies, línguas e gostos. 

Dona Benta que é extremamente erudita, contrapõe com uma figura extremamente popular. Partilha da mesma sapiência que Tia Anastácia, que representa não só o povo brasileiro como também suas crenças e língua. Estas duas que fazem parte da obra como apresentadoras de todo um universo particular que o Sítio nos oferece, trazem a diversidade cultural através de histórias e saberes populares. 

A comunicação diferenciada entre as duas nos envolve em um mundo de diversidades, naturalmente se percebe o que cada uma tem a nos oferecer, enquanto que fora do ambiente caseiro que as duas propõem, temos da varanda afora, inúmeras formas de se aprender com o enredo. Animais falantes, cheios de suas patentes e cargos no mundo fantasioso.  Temos figuras do folclore, da história popular do nosso país com uma gama de possibilidades e interações com as crianças que vivem no sítio. 

Conceitos diversos além da arte e literatura já são propostos, contudo, se é do gosto de uma unidade educacional, é possível fazer inúmeras pontes aos conceitos comuns, como matemática, comunicação e linguagem, história, geografia e entre outros. 


Você está convidado a entrar neste mundo, só basta sonhar!

Thiago Leite