Quem sou eu
- ThiAtru
- Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021
Me deixe ser o que sou!
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Claustrofobia
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
De novo, o "Novo Normal"!
Então as coisas estão se forçando ao "novo normal". Embora eu não concorde com esse termo: "NOVO NORMAL"- Não posso aceitar que isso que estamos passando seja normal, seja ok. Eu quero e preciso acreditar que as coisas ainda voltam a ficar menos tensas e mais calmas. O fim deve ser algo menos ridículo do que isso. Seja o fim conosco, ou não. Mas sonho com um dia as pessoas terem mais liberdade. Em todos os sentidos.
Não é novidade que sou professor e que amo essa profissão, mesmo sendo de pura luta diária. Paciência, ideias, pensamentos e vigilância constante. E ano passado passamos o ano em aulas remotas, puramente assim. Se reinventando do jeito que dava. Não quis me entregar ao pensamento que iríamos ficar muito tempo assim. Mas me dei mal, e ainda estamos nesse cenário. Com a mudança que as coisas estão se forçando ao normal, retomando aos poucos do jeito que dá, assim mesmo, à pauladas.
Na escola que trabalho (rede particular com alunos de classe baixa e média baixa) estamos sendo bem prudentes para esse retorno, com poucos alunos em sala, muito álcool, muito distanciamento e percebo os alunos comprando a ideia da segurança. A princípio estava preocupado com isso, achando que não daria certo esse retorno, mas hoje acredito que está sendo possível.
Falei aos meus alunos e minhas alunas que estamos sendo pioneiros nesse risco, experimentando e dando o primeiro passo para tal momento. Mesmo sendo complicadíssimo. E sinto-me assim mesmo. Contudo, também penso que pode ser fatal esse risco, porque muitos podem não voltar disso. Enfim, é sempre um risco ficar em casa, quanto ir à escola. Todos os sentidos são perigosos, seja para a saúde mental, espiritual, física, etc.
No fim, fiz todo esse começo para dizer que a sensação de dar aula de teatro presencialmente me fez lembrar o quanto é maravilhoso esse encontro com pessoas, que é maravilhoso brincar de teatro com alunEs. Que é fantástico o jogo de interpretar e como senti uma energia maravilhosa vindo deles para mim e de mim para eles. Foi incrível. Inclusive pelo horário híbrido de dias em casa, dias dias na escola, senti ir para a escola deu uma nova energia para quando estamos em casa pelo computador.
Na primeira aula que dei presencial, parecia que estava fazendo isso pela primeira vez. De certa forma estava. Pós uma Pandemia como esta, é como se estivéssemos revivendo de novo. Reaprendendo o que antes, com facilidade, fazíamos. Me emocionei ao ver os olhinhos atentos a mim. Vi cada aluna e cada aluno ali e pensei, vai recomeçar mesmo. Quando comecei os jogos de teatro, fiquei fascinado com o que via, interação, abraço à distância, momento feliz. Uns tímidos, outros extrovertidos. Mas todes ali. Fortes.
Enfim, me fiz forte, me fiz amplo e cheio de vida!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
Os Eus de mim III
Cada sorrir, cada gesto desajeitado, cada tombo, tapa ou choro de um palhaço foram de me fazer pensar que tal qual eu sou. Intenso, criativo? Sei lá, são tantos os eus de mim que não pude conhecer a fundo cada um deles. A confusão em mim está uniforme e organizada. É confuso, mas é meu, mas é propriedade minha e o maior desejo é o meu Ser, ser meu.
Cada eu de mim tem um tom de pessoas que passam ou passaram por mim. Quem sabe, ousadamente, até aqueles que ainda passarão. Livres feitos asas, liberdade e sorrisos. Os eus de mim hoje estão agradecendo por eu estar nessa busca deles. Nesse conserto da mente. Neste concerto de sons perdidos e que agora recupero catando cada um como cada concha recolhida na areia da praia.
Destaquei meus olhos em cada imagem para que as pessoas pudessem ver onde está a minha alma. Ali, no olhar de sempre. No sopro de vista, na palavra não dita, no riso escondido nos cílios. Horas de pedido e súplica de ajuda, horas de prontidão de ajudar. Tentando nunca ser ausência. Vestindo-me de mim. Do eu...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
Meus eus de mim II
domingo, 7 de fevereiro de 2021
Meus eus de mim I
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
Aos meus.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021
Pride
terça-feira, 2 de fevereiro de 2021
Odoyá
"A mamãe ta chorando porque eu vou me encantar...
A mamãe é culpada da mãe d'água me levar...
O não chora, não chora mamãe.
O não chora, não chora papai...
A mãe d'água me leva, a mãe d'água me leva, a mãe d'água me traz..." (cantiga popular)
Me lembro de quando me deparei com uma imagem de mamãe Iemanjá em Fernando de Noronha. Minha irmã ficou tomando sol. E eu caminhei 3km de praia em uma areia muito fofa e muito fina. Lá na encosta da praia, ela estava observando tudo. Não era da Umbanda ainda. Mas algo ali me tocou e eu tinha certeza que ela comigo falava. Uma energia forte de encantar, de te embalar e dizer. "Toma o teu colo, meu filho. Mamãe ta aqui." E então não demorou muito pra eu conhecer o que hoje eu chamo de minha religião. Não é só a energia. Mas todo um simbolismo. Um misto de sentidos que me convidam a sempre refletir, sentir e me curar. É algo que fala dentro de mim. Que me toca, conforta e me faz feliz. Que Mãe Iemanjá acalante a todes em suas águas caldalosas e tranquilas.
Odoyá!
Axé

