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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Ao Amigo cavaleiro/escudeiro.

Meu caro,
a vida é um rasgar-se!
Constantemente aprendemos o que ela nos proporciona.
Este ano, amigo, me rasguei, me desdobrei. Você viu, me acompanhou.
Porém, amigo, agora é hora de se costurar, se conhecer um pouco mais,
pois só assim, poderei ver onde poderei me rasgar novamente. Seria desagradável
me rasgar por engano em alguma parte que jamais poderia ser recosturada.

Querido, agora, estou indo para mais uma aventura dos meninos perdidos.
Vou em busca de algo. Infelizmente há aventuras que não podemos fazer
em conjunto. Portanto vou sozinho desta vez. Dói pensar em ir sozinho, dói mesmo.
Mas é preciso ter coragem para enfrentar esse tipo de situação quando necessário.

Lembra-se da coragem que tinha o Dom Quixote, enfrentou moinhos de vento gigantescos,
ou Policiais injustos, inclusive seu próprio sonho de ter uma donzela que vivia distante.

"Sonhar o sonho impossível, Sofrer a angústia implacável, Pisar onde os bravos não ousam, Reparar o mal irreparável, Amar um amor casto à distância, Enfrentar o inimigo invencível, Tentar quando as forças se esvaem, Alcançar a estrela inatingível: Essa é a minha busca." (Dom Quixote - M. Cervantes) 

Amigo, este é o nosso sonho. Mas agora é preciso busca-lo, reconhecer-se neste sonho lindo. 

Te escrevo esta carta para que saiba que o sonho não acabou e que, principalmente, as aventuras dos meninos ainda se quer começaram. Portanto, se prepare também, reflita, concentre-se. Eu acredito em você. 

Nenhum cavaleiro é tão bom sem seu fiel escudeiro. Mas Nem Dom Quixote pode ter Sancho sempre por perto. Portanto, reconheceremos nossos piores medos para que daqui para frente, possamos enfrenta-los juntos. 


Jamais se esqueça do que aprendeu. Do que viveu, e de todos teus troféus, eles estão ostentados em seu brilho. Eu os vejo, pois eu o ajudei a conquista-los. 

Não deixe de perguntar, escreva cada pergunta, lembra? Elas movem o mundo! 
Não pare de ler, mesmo que seja quase parando, nunca pare de ler! Este será seu grande diferencial. 

Sua essência, amigo, é a melhor do mundo! Tenho orgulho de você! E em nenhum momento da minha vida deixei de ter. Mas infelizmente, alguns feiticeiros maléficos jogam sobre os olhos de nós cavaleiros e aventureiros, alguns feitiços para que não enxerguemos algumas coisas. 


Daqui pra frente, mantenha-se forte. EU ACREDITO EM VOCÊ! 


Amigo... se precisar, sei que vai me achar.  Estarei lá, naquele lugar onde todos os cavaleiros param para chorar suas dores. Você sabe onde é. Você já esteve lá. 


"Oh Lua branca de fulgores e de encantos..." (risos saudosos) 


Amigo, Aqui me despeço com carinho. Guarde no coração essas palavras. 


Ao Infinito... 



Thiago Leite







terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Da confusa história do desistir ou não.

Saia da janela...
Saia do antigo.
Veja, o amigo.


Uma onda se aproxima, cuidado.
O tom de azul escuro como a noite.
Cuidado.

Nada pode ser pra sempre. Cuidado.
Cuidado, sempre.
Toma-se o novo. Sempre.

Saia da porta. Não faz bem.
Recrie os meus versos.
Choro de vergonha.

Choro de tristeza.
Choro de nada.
Choro...

A volta do amigo,
A fala do irmão.
A sombra do inimigo.
A fala do não.

Não fales, não aproxime-se
não contribuas comigo.
Não tenho um amigo.

Atento estou.
A vida mudou.
o Tonus já era.
A espada enferrujou.

Ele desiste,
A armadura insiste.
Ela não anda, mas insiste.
O fim já era. o começo nos devora.

amigo? Sombreia-me. Proteja-me.
ou tudo morre, morre tudo.
como agora.

de mim mesmo.

Mariana Vale

Doa teus olhares insistentes, 
Dos teus olhos fortes, 
Da tua voz calma e rapidamente. 
Do teu sonho concreto... 

Vejo o que posso, 
Ando onde posso...
Te vejo em pensamentos, 
Te recrio em momentos. 

Da dúvida, nasce o amigo, 
Do escondido nasce o anjo... 
Que me protege, que me encoraja. 
Como pode? 

Cores de ritmos, ouvido de amigo. 
Falas de mim, me insiste pra não ir. 
Das-me coragem. Coragem pra sorrir. 
"Mar e Ana..." Fortes como a vida. 

Ainda há veredas pra seguir. 
Juntos ainda há o que viver. 
De Leminski, Cervantes, Sergio Vaz 
Ou Polanski... Ainda temos que desbravar... 
O novo. 



O novo amigo...

 (Thiago Leite)

domingo, 20 de dezembro de 2015

Alguém que veio me buscar...

Sinta-se em casa.
Veja a claridade.
Veja o mundo girando.
O Sol brilhando...

Entre, conheça.
Este é o medo.
Aquele é o nojo.
Aquela é a raiva.

Venha, agora, sente-se neste pensamento.
Ou se achar melhor, podemos caminhar com o vento.
Aproximamos daquela arvore que chora.
E ouvimos a onde que te levou. Ela sempre me incomoda.

É bom te receber.
Você foi sem se despedir.
Você voltou pra me buscar?
Eu quero ir com você.

Aquele pensamento ali é de dor,
Este é de sonho ruim,
E este que você está subindo, é de amor.

Me leve. Me convide!
Aqui está chato. Me tire disso.
Nada deu certo. Fui atingido.
Flagelo-me. Desmonto-me.

Brinque meu irmão! Sinta-se a vontade.
Isto tudo é seu. E quando parar de brincar.
Me avise, que eu também vou embora contigo.

Esta semana, você faz aniversário.
De quando chegou, de quando partiu.
Vamos esquecer isso. Dentro do meu coração...  Na velocidade mil.

Corre... Brinque... Pule...
Dance... Ame... Chore.
Conte até um, dois, três...

Mundo... Pode ficar mais leve.
Nós vamos juntos...
Acomodemos coisas novas.
Sem um tudo que nos guia...
Deu tudo errado, mundo...
Fujo enquanto é tempo.
Morte, um sonho, um desejo.

(Thiago Leite)

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dos meus medos

De todo meu encantamento,
aquilo que me destrói, 
os meus medos, meus pesadelos. 
Já foram sonhos, já foram zelos. 

Hoje compõem um cenário de tristezas 
de Saudades e de dúvidas. 
Sempre que o tempo passa, o tempo muda. 
Muda meus tons, muda minhas curvas. 

Sonorizo-me no que é meu. 
O meu próprio eu. 
Meu Ego e e meu interior. 
Enxergo-me todo, me molho de mim mesmo. 

Ao entrar em meus sonhos, 
profundezas do meu sentir, 
debruço nos meus braços e 
de deixo-me ali. 

Ando, ando, ando... 
corro, pulo, fujo...
mas nada adianta. 

Só esperar, esse tempo que não vem, que 
se atrasa a chegar. Tempo que se recusa
a esta grande página virar. 

Margeando meus pensamentos, 
descubro meus lixos repelidos, 
meus sonhos contidos 
e meus amigos perdidos. 

Ali estão eles jogados à solidão 
da minha memória. 
Pulsantes em minha história. 
em brincadeiras sem perdão. 

Daqui pro fim do ano, 
mais tristeza bate, 
do amor que não reclama, 
vive, vive mas não me chama. 

Do nosso orgulho que se espalha 
do inferno ao céu. 
vira para o mundo. 
de as costas ao nosso carrossel. 

(Thiago Leite)

sábado, 10 de outubro de 2015

Da Terra do Nunca.

Aquilo que me corrói...
que me destrói...
Que me machuca...
Que me chama.

Das fontes do medo,
do meu desejo.
Do meu descaso,
do meu maltrato.

Quero um pouco mais de sonhos,
dos meus encantos,
dos meus momentos,
dos meus Santos.

Quero teu sorriso.
Quero teu abraço,
teu enlaço,
teu mormaço.

Da escuridão que me destrói,
do medo que me corrói,
do desengano que me norteia,
quero meu herói.
Que me tira da agonia,
da alquimia parada do cerebro.

Preciso de sinapses constantes,
De experiencias marcantes,
da explosão de alegrias e risos.
Não sei dizer que acabou,
que parou, que não há mais nada.

Preciso de algo infinito,
como abraço de amigo,
beijo inocente e ombro comprido.
Colo e estante com retrato.

Da poesia que me encanta,
que me marca, só se diz ser autor,
aquela que me segue,
a tristeza que escreve.

Não sou eu que digo o que sinto,
neste abismo, de um misto
sentido único da vida, é pra frente,
sempre seguindo.

Tudo isso eu quero que passe,
só não quero que passe aquilo que sinto
no meu abrigo, do meu amigo...
sorriso constante e nossa amizade do infinito.

(Thiago Leite)

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Multiplicando o ser humano.

Refiro-me ao ser humano.
Não é fácil ser humano.
Tão complicado é o ser humano.

É da nossa natureza brincar e brindar a vida.
Não somos puros de apenas um ser. Mas,
de muitos e tantos seres que nos deixam um pouco deles
e levam um pouco de nós.

A mistura do ser, o complexo de não ser alguém sem
misturas resulta em ser alguém sozinho.

Todos que passam por mim, borrocam um pouco de si
e levam um pouco de mim... seja bom, ou seja ruim,
nunca deixam de trocar aquilo que chamo de humanidade.
A saudade, o amor, a troca.

Todos que passaram por mim, tem algo meu.
Assim como tenho algo de todos que cruzaram meu caminho.

Tenho uma parede para as coisas boas.
Uma parede para as coisas ruins, as quais ostento penduradas para
que não cometa o mesmo erro...
As boas, ostento com orgulho e ainda digo com quem adquiri tal
coisa.

Minhas poesias não são minhas, foram presentes... visões,
falas e momentos que ganhei...

Sou como a colcha de retalhos... cada pedaço tem um rosto, um gosto ou
desgosto... cada pedaço que é meu, não era, hoje faz parte do mundo...
este vasto mundo, que caminha, transita... e este mundo sou eu.

Sou um pouco de tudo, com tudo que vi. Sou bem você que está lendo,
e logo será bem de mim... Seremos todos um só. Um dia, num troca sorrisos
sem fim... Como aqueles que recolhi, reparto contigo e isso não tem fim.
Logo seremos um pouco de todo mundo... e o mundo... não é mundo sem nós...
eu não sou nada sem o mundo, tampouco o mundo é mundo sem mim.

Seremos humanos...
humanos...


Thiago Leite