Pelo, pelagem, pelado...
O corpo, o órgão.
Coisa de pele.
Coisas da pele.
O toque, o sentido.
O tato.
A pele tateia em mim.
Tateio em tudo,
olhos fechados,
nariz tampado.
Gosto de sal na boca.
Tateio a pele,
tateio os amigos.
Tateio os sentidos.
Sinto. Sentia, Sentimento.
me sinto sozinho.
A teia esbarra em mim.
É preciso precisar?
Preciso da teia,
em nós. Para desatá-los.
Uma teia que nos envolve.
Nos rodeia.
O sentir é preciso.
A pele sente, desaba, descansa.
Tato, pele e cansaço.
Conexão é teia.
Tecer em nós o nosso sentido.
A tecitura da teia de nós.
Nos faz sentir a conexão de nós.
O tecido é grosso, é fino, lento é macio.
O texto de nós é complexo,
desatá-lo é lento, é inteiro, por metades.
O pelo é fino, pelagem sem pele.
O porte da pele, o tom da coragem,
coisas de pele. Coisas da pele.
O vasto sentido do outro na teia.
Enrosca, desata, desfaz, destrói.
É preciso precisar?
O nó não está em nós,
em nós devem haver laços.
Os laços de nós... coragem.
Nossa teia, nosso texto,
nossa pele.
Nossos laços,
sem nós.
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