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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

A pele

Pele, pelanca, película... 
Pelo, pelagem, pelado... 
O corpo, o órgão. 
Coisa de pele. 
Coisas da pele. 
O toque, o sentido.
O tato. 
A pele tateia em mim. 
Tateio em tudo, 
olhos fechados, 
nariz tampado. 
Gosto de sal na boca. 

Tateio a pele, 
tateio os amigos. 
Tateio os sentidos. 
Sinto. Sentia, Sentimento. 
me sinto sozinho. 
A teia esbarra em mim. 
É preciso precisar? 
Preciso da teia, 
em nós. Para desatá-los. 
Uma teia que nos envolve.
Nos rodeia. 
O sentir é preciso. 
A pele sente, desaba, descansa. 
Tato, pele e cansaço. 
Conexão é teia. 
Tecer em nós o nosso sentido. 
A tecitura da teia de nós. 
Nos faz sentir a conexão de nós. 
O tecido é grosso, é fino, lento é macio. 
O texto de nós é complexo, 
desatá-lo é lento, é inteiro, por metades. 

O pelo é fino, pelagem sem pele. 
O porte da pele, o tom da coragem, 
coisas de pele. Coisas da pele. 
O vasto sentido do outro na teia. 
Enrosca, desata, desfaz, destrói. 
É preciso precisar? 
O nó não está em nós, 
em nós devem haver laços. 
Os laços de nós... coragem. 
Nossa teia, nosso texto, 
nossa pele. 
Nossos laços, 
sem nós. 


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