Se pela noite andas,
O que fazes?
Em sua bicicleta,
Vagas em busca de
algo...
Os olhares te seguem;
Os invejosos te
cobiçam...
Os que não te
entendem,
Te maltratam!
Por onde levas a
bicicleta?
Por que caminho ela
te leva?
Por onde andam os
dois?
A que ladrilho
trafegam?
Ao luar, há o seu
vagar...
À sol, há o seu
procurar.
Em seu sentido,
Procura se guiar!
Recordas seu futuro,
Espera seu passado.
Sempre esperando,
O que talvez não te
pertença.
Por que contigo?
Porque não diz?
Por que és tu?
Por quê?
Se a fome te
maltrata,
E a desgraça te
persegue;
A noite te assusta,
Mas a coragem te
enobrece.
Não te preocupas,
Não te entristeces...
Nada te enriquece,
Pobre, é o que
permaneces.
Seus temores são
pesadelos,
Meus sonhos são teus
sorrisos...
Sonho contigo,
Vejo você sempre
sorrindo.
Se pela noite andas,
O que fazes?
Se pela magreza
andas,
O que comes?
A tristeza no olhar,
A emoção triste na
expressão.
Necessitas de um
anjo.
Quem é seu protetor?
Sua história, um
motivo;
Seu sonho, um mistério;
Seu olhar, só
tristeza...
Nosso coração, órgão
partido.
Onde estás?
Onde ficas?
O que queres?
Oh pequeno!
Venha ao claro,
Venha abrir seu
coração.
Como podes?
Como vives?
Seus direitos são
regras;
Sua vida, a exceção!
Em seu nome, a
condolência;
Em sua face a
judiação.
Como achar-te?
Como buscar-te?
Somente uma vez.
Vamos lá, deixe-se
ir...
Oh! Pequeno, oh!
Grandioso;
Seu espírito penoso;
Vaga por entre meus
sonhos,
Um sonho do qual nunca se quer acordar!
(Thiago Leite)







