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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lembranças, vagas!

Uma vaga lembrança de estar bem...
de ser o bem.
Tenho lembranças de coisas boas,
pessoas sonhadoras!
Vagas lembranças dos dias brincantes.
Das noites comediantes.
Tenho vagas lembranças de músicas,
sons e sabores distantes!
Vaga lembrança da distancia.
De ser feliz por instantes...
Acumulando-se com vagas lembranças cheias de
dó;
raiva;
rancor.
Vaga lembrança;

Rir
chorar
olhar
amar!

Minhas vagas lembranças são apenas,
vagas lembranças!

domingo, 15 de abril de 2012

Reparando



                               
      Sento em um banco de uma praça. No centro da cidade. Ali vejo as pessoas passarem, vejo as horas naqueles relógios no meio da rua passarem, vejo os carros passarem. Vejo os pássaros passarem, vejo os incetos passarem. Não vejo, mais sei que as bactérias também passam.
      Repetidamente a música passa na minha cabeça. Os pensamentos voam como nunca voaram! Penso em fazer as coisas que vêm do nada na minha cabeça... E como com rapidez vieram, com rapidez se vão! E a única certeza que sei é que nada sei! Não sei o que sou, o que quero ser... E por quê?
Reparo nas mínimas coisas. Reparo no botão das roupas das pessoas que ali passam com rapidez para chegar em suas casas! E eu ali, sem pressa, sem rumo, sem certeza! O banco está frio! Meu coração está frio! E vontade não tenho, de me levantar; Ou até de piscar os olhos. Não queria reparar em tudo...
Passa uma mulher com duas sacolas, uma blusa razoavelmente quente, respiração ofegante. Com um fio de cabelo pendurado em sua perna. Cadarço desamarrado, testa franzida. Qual o porque? Da vida dela? O que ela leva? E por quê? Ela olha no relógio que eu reparo há horas, e então se acalma, olha para o banco onde eu estou, se dirige á ele... E senta.
      Éramos duas pessoas sentadas no mesmo banco com diferentes porques! Com diferentes pensamentos. Éramos duas pessoas de sexos diferentes.
Eu, sem entender como pode, tantas diferenças em duas pessoas como nós, e acontecer um ato tão igual! Sentar-se em um banco àquela hora, naquele dia.
Ela se levantou, pegou suas sacolas, olhou novamente no relógio, e foi embora.
Ela passou! Ela se foi. A que propósito ela me deixou? Até parece que era alguém de suma importância! Até parece que eu a conhecia há muitos anos... A que propósito, eu penso em tudo isso...
     A noite caiu, e eu ainda estou aqui... Pensando na mesma Música, vendo os carros passarem na mesma avenida, vendo as horas passarem na mesma avenida, as pessoas na mesma calçada, e eu sentado no mesmo banco que agora não está mais frio, foi esquentado pelo meu corpo... Com uma certa diferença em tudo! A música passa na minha cabeça com mais voracidade, os carros com mais pressa e com suas lanternas acesas, no relógio passo á reparar na marcação da temperatura que está muito mais fria que meu coração! E as pessoas, com menos freqüência...
                                                   (Thiago Leite) 2006














sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um nó, nem nós...

Em Cristo, o mundo.
O mundo, em Cristo,
Eu em mim,
você em tú.

Somos o nó,
não o temos dó.
Não querer,
só poder.

O Cristo!
O Jesus!
O mundo se reclina...
a Fé se reanima.

O poder do eu posso.
O olhar do eu quero.
O sentimento do sou eu.
O momento do que é meu.

Ser humano se questiona,
O homem se percebe.
O mundo se recria,
em cultura e hipocrisia.

Seja o que se pede.
Reflita no que te obriga.
Não imponha,
não oprima.

Oh Cristo, seja o mundo...
Oh mundo, não seja Cristo.
Cristo é Cristo,
Pergunte a si,
o que fizeram com Ele.

Pergunte a Ele,
o que fizemos de nós.
O que fizemos de nós?
O que somos nós?
Um nó.
em nós...

(Thiago Leite)


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Sentimentos que perdi.



Sei escrever o que sinto,
Perco tudo,
Perco a rima...
Perco o som...
Perco a poesia...

Sinto falta do que senti;
Sinto falta do que escrevi...
Será possível o retorno?
Em memória do que senti.

Hoje penso no ontem,
Ontem é passado,
Não vivo de velhice,
Mas sofro por mudanças...

Onde me encontro?
Onde me acho?
Onde fico?
...

O que senti,
Não terei de volta...
O que pensei,
Perdi.

Escrevo em memória
Do que senti,
Do que pensei...
Senti, não mais o sinto.

O meu âmbito conspirar...
Meu pulmão respirar...
Meu coração palpitar...
Meus sentimentos,

Não penso em nada...
Não vejo meus versos,
Não escuto meu sentido.
Sou quem?

Selo, beijo e ouço.
Como, bebo, ando e choro.
Durmo, sonho e tenho pesadelo.
Você também.

Isto fica sem sentido...
Quando o poeta está perdido,
Sou poeta?
Como podes poeta?

O poeta escreve poesias...
Portanto as tem.
O Thiago escreve poesias...
E não as possui...

Céu...
Mar...
Vida...
Estrelas...
Coração...
Brasília...
São Paulo.
Voar
Tocar.
Sonhar...
Dormir...
Pensar,
Falar.

Não tenho poesias...
Sou poeta?
Não tenho métrica.
Sou poeta?
Não tenho vida...
Sou poeta?

Tenho sentimento,
E sou poeta.

                  (Thiago Leite)

domingo, 1 de abril de 2012

Mais um poema sobre o tempo



Obrigado ao tempo 
Por ter me dado tempo,de não mais chorar
Obrigado ao tempo
Por ter me dado tempo de recomeçar

Obrigado ao tempo
Por ter me dado tempo,de saber esperar
Obrigado ao tempo
Por ter me dado tempo, e tudo passar

Obrigado ao tempo 
Por ter me dado muito tempo e me ensinar
Obrigado ao tempo
Por ter me dado pouco tempo e me deixar errar

Obrigado ao tempo
Por ter sido tempo, e sempre passar
Obrigado ao tempo
Por ser todo o tempo e não mais voltar.

(Igor Aparecido)


Postei essa poesia de um aluno meu, que achei bárbara!
Sábia, criativa e poética! 
rsrs