Aquilo que me corrói...
que me destrói...
Que me machuca...
Que me chama.
Das fontes do medo,
do meu desejo.
Do meu descaso,
do meu maltrato.
Quero um pouco mais de sonhos,
dos meus encantos,
dos meus momentos,
dos meus Santos.
Quero teu sorriso.
Quero teu abraço,
teu enlaço,
teu mormaço.
Da escuridão que me destrói,
do medo que me corrói,
do desengano que me norteia,
quero meu herói.
Que me tira da agonia,
da alquimia parada do cerebro.
Preciso de sinapses constantes,
De experiencias marcantes,
da explosão de alegrias e risos.
Não sei dizer que acabou,
que parou, que não há mais nada.
Preciso de algo infinito,
como abraço de amigo,
beijo inocente e ombro comprido.
Colo e estante com retrato.
Da poesia que me encanta,
que me marca, só se diz ser autor,
aquela que me segue,
a tristeza que escreve.
Não sou eu que digo o que sinto,
neste abismo, de um misto
sentido único da vida, é pra frente,
sempre seguindo.
Tudo isso eu quero que passe,
só não quero que passe aquilo que sinto
no meu abrigo, do meu amigo...
sorriso constante e nossa amizade do infinito.
(Thiago Leite)