Refiro-me ao ser humano.
Não é fácil ser humano.
Tão complicado é o ser humano.
É da nossa natureza brincar e brindar a vida.
Não somos puros de apenas um ser. Mas,
de muitos e tantos seres que nos deixam um pouco deles
e levam um pouco de nós.
A mistura do ser, o complexo de não ser alguém sem
misturas resulta em ser alguém sozinho.
Todos que passam por mim, borrocam um pouco de si
e levam um pouco de mim... seja bom, ou seja ruim,
nunca deixam de trocar aquilo que chamo de humanidade.
A saudade, o amor, a troca.
Todos que passaram por mim, tem algo meu.
Assim como tenho algo de todos que cruzaram meu caminho.
Tenho uma parede para as coisas boas.
Uma parede para as coisas ruins, as quais ostento penduradas para
que não cometa o mesmo erro...
As boas, ostento com orgulho e ainda digo com quem adquiri tal
coisa.
Minhas poesias não são minhas, foram presentes... visões,
falas e momentos que ganhei...
Sou como a colcha de retalhos... cada pedaço tem um rosto, um gosto ou
desgosto... cada pedaço que é meu, não era, hoje faz parte do mundo...
este vasto mundo, que caminha, transita... e este mundo sou eu.
Sou um pouco de tudo, com tudo que vi. Sou bem você que está lendo,
e logo será bem de mim... Seremos todos um só. Um dia, num troca sorrisos
sem fim... Como aqueles que recolhi, reparto contigo e isso não tem fim.
Logo seremos um pouco de todo mundo... e o mundo... não é mundo sem nós...
eu não sou nada sem o mundo, tampouco o mundo é mundo sem mim.
Seremos humanos...
humanos...
Thiago Leite