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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Pride


São tantas coisas para pensar, que é até difícil começar. 
"Homem é homem, menino é menino..." a famosa música brega diz tudo e não diz nada. 

Nós somos ensinades a não falar sobre sexualidade. Mesmo porque, "todo mundo devia ser hetero". Ninguém se importa se no meio da galera tem um ser que nasceu "fora do esperado". Aí espera-se que ela faça um discurso sobre sua "anormalidade" para os outros. Porque as pessoas gostam de serem avisadas sobre isso. 

Amigos, família, parentes esperam, que se for esse o seu caso, serem avisados e que aconteça a famosa "saída do armário" - eu escutava sempre... "fulano saiu do armário. Você viu?" E isso vai martelando, martelando... até que um dia, o prego ta preso ninguém pode falar sobre isso. 

Maperalá! Bora com calma, isso devia ser tratado de outra forma, sair do armário é uma oração muito forte para ser conjugada assim. Se você colocou a pessoa, simbolicamente, no seu armário, quem tem que tirar o simbolismo de lá é tu. Não ela. 

Mas é algo muito além onde eu quero chegar. Não se trata daquilo que a pessoa não disse durante anos. Mas daquilo que disseram para ela não dizer. Até hoje a diversidade sexual é tratada com muitos dedos. Pisando em ovos. Criando casos... 

Ao invés de esperar ser avisade sobre isso, espere que todo mundo abra a janela do seu coração e deixe o arco-íris entrar... deixe o Sol iluminar a sua vida. Espere que todes sejam livres para conjugar o amor que amar. Tratar com surpresa algo normal, cria nas pessoas o senso de que aquilo é errado, que aquilo é ruim. 

Existem vários pontos de vista de enxergar esse posicionamento. Mas a minha versão é que não devíamos considerar todo cidadão e toda cidadão como heterossexual uma vez que no mundo a diversidade sexual é tão rica e cheia de amor. 

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