Cada sorrir, cada gesto desajeitado, cada tombo, tapa ou choro de um palhaço foram de me fazer pensar que tal qual eu sou. Intenso, criativo? Sei lá, são tantos os eus de mim que não pude conhecer a fundo cada um deles. A confusão em mim está uniforme e organizada. É confuso, mas é meu, mas é propriedade minha e o maior desejo é o meu Ser, ser meu.
Cada eu de mim tem um tom de pessoas que passam ou passaram por mim. Quem sabe, ousadamente, até aqueles que ainda passarão. Livres feitos asas, liberdade e sorrisos. Os eus de mim hoje estão agradecendo por eu estar nessa busca deles. Nesse conserto da mente. Neste concerto de sons perdidos e que agora recupero catando cada um como cada concha recolhida na areia da praia.
Destaquei meus olhos em cada imagem para que as pessoas pudessem ver onde está a minha alma. Ali, no olhar de sempre. No sopro de vista, na palavra não dita, no riso escondido nos cílios. Horas de pedido e súplica de ajuda, horas de prontidão de ajudar. Tentando nunca ser ausência. Vestindo-me de mim. Do eu...

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