O movimento sonha.
O movimento parado semeia,
Estagnado o movimento caminha.
Estagnado o movimento passeia.
Entranhas do movimento movem meus passos.
Movimento, como monumento aos parados.
Ele passa, ele dança e ele dá o ritmo, compassos.
Rasga-se no som, no vento, por todos os lados.
Pés descalços, ele anda, anda…
O movimento pedala, vento no rosto,
Continua, em meus passos ele manda.
Rosto no vento, sem movimento, o desgosto.
Verdades, demônios da vida.
O movimento não gosta de se mover
Sem cores, o mover-se caminha em marcha colorida…
O movimento não gosta de ver.
Entretanto, o mover-se move em mim
o sonho do movimento livre, errante.
Erro, caminho, me salvo. Não ou sim?
Decido que sim, meu mover constante.
Thiago Leite
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