Não saber não é ruim.
Desde que eu saiba que não sei.
Abaixo minha cabeça, penso que posso ir mais longe. Mas estou travado. Minha arte não quer seguir adiante. Enfadonha crise que me cerca, que me finda, que me bloqueia.
Não sei o que escrever, descabelo meus pensamentos (porque não tenho cabelo) para tentar achar o que criar. Paro e penso: O que devo criar? Não sei!
Mente vazia de sonhos sem utopia.
Sigo, caminho e caminho. Qual caminho devo tomar?
Poesia sem métrica é minha marca, odeio enquadrar-me em formas.
Mas deveria? A liberdade diz que não, tampouco acredito em liberdade.
Odeio o que me prende, a liberdade me prende.
Só sei que estou preso porque a liberdade existe. Ou porque sei que ela existe.
Só foi preciso existir a palavra liberdade porque existe a não liberdade. Onde isso nasceu?
Não sei o que quero. Onde vou, Mas paro para pensar que não preciso saber, desde que não queira parar de caminhar.
Não saber, não saber...
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