Estava em um mês super decisivo, no qual precisava tomar decisões e ao mesmo tempo ser firme com
aquilo que estava vivendo.
Sempre me auto questionei sobre meus métodos de ensino. Minhas ideias educacionais e estilos
de discurso em sala de aula.
Vim analizando a juventude na escola, e o que ela vem enfrentando com o passar do tempo. Percebi que a
coisa está cada vez mais "fedida" pro lado da juventude.
Adolescentes são extremamente cobrados por coisas que não querem mais saber. A escola anda retrógrada e
sem perspectiva sobre o que quer com essa juventude. Os discursos são autoritários e individualistas.
Contudo, padronizam um pensamento de forma engessada e arcaica.
Vim me perguntando e perguntando a alguns alunos sobre "como curar a futilidade?"... obtive várias respostas.
dentre elas as mais engraçadas e interessantes possíveis soluções. Contudo, a futilidade não está presente
na cabeça de nossos alunos e sim de nós professores, que não temos a capacidade de evoluir o nosso
jeito de mediar conhecimentos.
Perguntei para uma aluna chamada Tiffany do 8º ano do fundamental II, a qual respondeu de forma categórica: "A SOLUÇÃO PARA A FUTILIDADE É A EDUCAÇÃO."
Vejam aonde vai o pensamento desta menina. Como discorre a sua ideia pautada naquilo que vive.
Neste mesmo dia que fiz esta pergunta, pediu para que eu lesse um texto seu.
Impressionado, não pude negar, aquele era o momento que separei para que eles mostrassem seus trabalhos. (Fazia isto semanalmente, para que apresentassem suas perguntas, descobertas e trabalhos de modo que pudessem fazer sua auto crítica).
Li o texto, surpreendendo-me a cada palavra dita a mim naquele texto, em toda a subjetividade do meu ser, ignorei o fato de estar lendo para a turma, li, porém pensei egoisticamente, ligando o texto aos meus pensamentos. Aquela era a minha última aula para aquela turma.
Agradeço imensamente à Tiffany por este texto feito aos seus amigos, roubado com permissão por mim, intitulado àquilo que sentia naquela despedida secreta dos meus queridos alunos.
A seguir, o texto:
"Viver talvez seja uma enorme aventura." (ideia da frase tirada do Livro Peter Pan de J. M. Barry)
Para que vivemos? Por que nascemos? Por que morremos?
Estas são perguntas que não conseguimos responder sem uma reflexão.
Vivemos porque seremos alguém para alguém e assim devemos viver. Melhorando...
Talvez você que esteja lendo isso agora, não esteja bem. Talvez precise de um abraço ou um ombro amigo.
Pois te direi: Você é especial, e mesmo sem te conhecer eu te amo por quem você é!
Enquanto vivemos, passamos por coisas boas e ruins, por vitórias e perdas, por sorriso e choros.
Não custa nada falar que é fraco, que as vezes teme a morte de alguém e necessita chorar.
Viver é difícil meu caro, é complicado, é dolorido. Mas ao mesmo tempo é maravilhoso e perfeito.
Por quê? Pelo simples fato de vivermos...
Viverei porque vivo e morrerei por que vivo. É assim meu caro, é assim que funciona.
Viver é uma enorme aventura, viver sem ninguém é impossível - é pedir pro céu parar de produzir a chuva- por isso devemos ter amigos.
Chegamos ao ponto! Amizade...
Não é fácil ter amigos, não é fácil viver com eles...
Mas quando temos um, nem que seja um, apenas. Mas que seja sincero e Belo... Tudo vale a pena!
Amizade é igual o amor, só que é a primeira "fase".
Você tem alguém que enxuga suas lágrimas? Que te abraça quando precisa?
Que te faz sorrir? Que te faz levantar da cama todos os dias e te faz escrever, pintar, dançar, sonhar?
Pronto tens um amigo!
Você é uma aventura, mas com um amigo tudo fica mais fácil! Concorda?
E ai meu caro, você sabe por que vive? Quem te faz levantar e enfrentar o dia de hoje?
"Viver é uma coisa divina! Como é bela a vida! "~ O Mundo de Sofia "
Tiffany Guimarães Muller
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