Quem sou eu

Minha foto
Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

domingo, 27 de março de 2016

Aos que me ensinaram.

Como uma descarga elétrica, escrever é um flash de ideia. Aquele que brinca com as palavras, tem para si o controle da vida. Controla-se o mundo, a vida. Mas seu interior é uma bagunça. Tanta bagunça que ele não pode resolver de outra forma senão escrevendo. 

Escrever é como um retrato. Uma foto. Eu vejo, vivo, ouço, sinto, escrevo. Escrevo o mundo sem tintas, sem pincel. Sem ao menos uma cor. Só com palavras, palavras que tento colocar nestas tecituras sem fim, para que todos que a lerem, sintam o que sinto. Mas será que isso dá certo? 
Escrever é um constante fotografar-se. Há sons na escrita... Há cheiros na escrita... Há cores... Há milhares de sensações. 

O que sentir quando ler? Sinta-se em casa. Sinta-se a vontade de degustar minhas palavras que foram preparadas e detalhadas com cuidado. Sintaticamente, criei meus sonhos. Morfologicamente incitei meus medos. Gramaticalmente destruí os meus pensamentos e transformei-os em linguagem poética. Tanto faz o que sinto agora, O importante é o que chega até você. 

Lembro de um dia... estávamos todos juntos, sorrindo. Foi legal... A chuva caiu forte. O carro quebrou. Molhamo-nos todos. Não houve outra opção. Mas o gosto da noite, era saudade. Era a despedida. Quando acaba o gosto, vem outro. 

Lembro de outra noite. A distancia de ambas as partes doía... As lembranças em ambas as cabeças vinham. Embalaram-se em choros... E a saudade apertou mais. Tudo isso foi lindo, porque a saudade abre caminhos pra voltar, já dizia o poeta do povo. 

Agora, tanto faz a escrita. Momentos diversos podem ser escritos. Tento pintá-los em várias cores. Não posso fazer mais que isso. A limitação do escritor é onde começa a imaginação do leitor. Conserte-se sempre. A escrita é boa, ela mata. Mata anseios, mata coragem, mata a dor. Cresça! 

Conjugue os verbos de forma clara. Declare suas ideias de forma objetiva, porque de subjetiva já basta a cabeça do leitor. Estou cansado de tentar entender a vida. Escrevendo me ensinaram subjetiva e objetivamente... Mergulhei nas conotações, criei sinapses, Transformei momentos em epopéias, modifiquei vidas e realizei sonhos... graças à alguns nomes... e seria até injusto mencioná-los. Esquecendo-me dos outros tantos responsáveis. Contudo, preciso falar... Machado, Pessoa, Cabral de Melo, Euclides da Cunha, Buarque, Leminski, Rosa, Suassuna, Camões, Castro Alves, Shakespeare, Brecht, Dias Gomes... Obrigado. 

(Thiago Leite)

Nenhum comentário:

Postar um comentário