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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

É duro, camarada!

Há uma coisa em mim. 
Me corrói, me consome. 
porém, tampouco me mata. 
Me faz resistir e seguir. 

Existo no agora, 
resistindo. 
Durando. 
É duro, camarada!

Dói de todos os lados. 
Me faz pensar... 
o que faço? 
Resisto... 

Aquele tempo absoluto 
que mostra quem chora, 
quem segue, 
quem vive. 
É duro, camarada. 

Camarada é duro pensar
que é só. Só é. 
O mundo gira e não para, 
parar para quê? Disse ele? 

Há um ser dentro de mim 
que pensa: Dói? 
Por que não há morte? 
Sorte? 

Vamos, seguindo... 
Esquerda? 
Direita? 
pra frente? Mas atras não vem gente. 

Camarada, é duro! 
Não há para onde fugir. 
Só doer. Ficar dentro de si. 
Sentir a dor que dói. 

A dor que dói 
sem liberdade, 
a dor que dói
sem permissão. 

Esta dor que dói 
bem no acorde principal.
Da melodia...
da harmonia... 

Há dor, 
há vida. 
Há um tudo que é nosso. 
Há um tudo que é nada. 

O mundo gira e dói. 
É duro, camarada. 
Só seguir. Mas é duro! 
É duro, Durar. 

(Thiago Leite)

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