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Um professor sonhador, artista em crise constante e um poeta de coração.

sábado, 31 de março de 2012

O menino e a bicicleta







Se pela noite andas,
O que fazes?
Em sua bicicleta,
Vagas em busca de algo...

Os olhares te seguem;
Os invejosos te cobiçam...
Os que não te entendem,
Te maltratam!

Por onde levas a bicicleta?
Por que caminho ela te leva?
Por onde andam os dois?
A que ladrilho trafegam?

Ao luar, há o seu vagar...
À sol, há o seu procurar.
Em seu sentido,
Procura se guiar!

Recordas seu futuro,
Espera seu passado.
Sempre esperando,
O que talvez não te pertença.

Por que contigo?
Porque não diz?
Por que és tu?
Por quê?

Se a fome te maltrata,
E a desgraça te persegue;
A noite te assusta,
Mas a coragem te enobrece.

Não te preocupas,
Não te entristeces...
Nada te enriquece,
Pobre, é o que permaneces.

Seus temores são pesadelos,
Meus sonhos são teus sorrisos...
Sonho contigo,
Vejo você sempre sorrindo.

Se pela noite andas,
O que fazes?
Se pela magreza andas,
O que comes?

A tristeza no olhar,
A emoção triste na expressão.
Necessitas de um anjo.
Quem é seu protetor?

Sua história, um motivo;
Seu sonho, um  mistério;
Seu olhar, só tristeza...
Nosso coração, órgão partido.

Onde estás?
Onde ficas?
O que queres?
Oh pequeno!

Venha ao claro,
Venha abrir seu coração.
Como podes?
Como vives?

Seus direitos são regras;
Sua vida, a exceção!
Em seu nome, a condolência;
Em sua face a judiação.

Como achar-te?
Como buscar-te?
Somente uma vez.
Vamos lá, deixe-se ir...
Oh! Pequeno, oh! Grandioso;
Seu espírito penoso;
Vaga por entre meus sonhos,
 Um sonho do qual nunca se quer acordar!

(Thiago Leite)




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